Como tudo começou
É meu desejo aprender mais, ser melhor professora, ser, em cada dia que passa, mais capaz de responder aos desafios constantes que os alunos me colocam.
Como ser um professor eficaz neste século em que as mudanças são vertiginosas, onde ensinar e aprender são cada vez mais interativos e exigentes do ponto de vista da minha capacidade de me adaptar a tantas mudanças rápidas?
Como posso eu aliar o respeito pela tradição do ensino da música às novas e desafiantes propostas que me vão chegando vindas de todos os lados, das artes e das ciências da educação? Inteligências múltiplas, trabalho colaborativo, adaptação curricular... tantas possibilidades, tantas ideias a fervilhar, também tantas vezes tanto impasse e algumas dificuldades de concretização, de desbloquear práticas antigas e enraizadas...
Enfim, como posso eu promover o sucesso dos alunos que me são confiados?
Muitas questões vinham já de trás, das minhas reflexões profissionais, mas a possibilidade de frequentar este mestrado, veio dar-lhes novo enfoque, maior pertinência e, sobretudo, enquadramento e suporte teórico. Levantaram-se-me também questões em que nunca antes tinha pensado.
Nunca tinha ouvido falar num portefólio reflexivo, muito menos como possibilidade de instrumento de avaliação. Por isso e passado o primeiro impacto de estranheza e recusa frente ao desconhecido, lancei-me nesta aventura de construir o meu portefólio, neste formato, procurando torná-lo não só o reflexo das minhas aprendizagens, mas da construção diária da minha classe de piano, no trabalho que realizo com os meus alunos na minha Escola. São eles o motor do meu desenvolvimento profissional a razão de ser do meu trabalho diário, a minha paixão. São eles que fazem com que me levante em cada dia com desejo de entrega e gosto renovado.
É a eles que dedico este trabalho.