Dança II
Fazer uma reflexão sobre a prática docente colaborativa na minha escola é um desafio interessante e pode abrir uma série de novas possibilidades de trabalho colaborativo. As escolas de música têm uma prática de ensino instrumental muito arreigada na tradição individualista, no ensino de mestre e na linhagem musical que promove a construção de classes fechadas e “puristas”. Transitar desta prática para uma mais aberta e colaborativa nem sempre é fácil e exige um sério esforço por parte de toda a comunidade educativa.
Memória do processo individual
Refletindo sobre este assunto apercebi-me do processo por que tem passado a minha própria formação, desde os tempos iniciais em que comecei a dar aulas, já em 1992; foram tempos de grande incerteza e dúvida quanto à minha própria capacitação profissional. Sem o saber e de forma meramente empírica beneficiei muitíssimo do apoio dos meus colegas mais experientes que comigo realizaram um trabalho de mentores e de amigos críticos, apoiando o meu trabalho e dando-me feedback sobre os meus primeiros passos na tarefa de ensinar. Posso dizer com toda a certeza, passados que são tantos anos, que estes primeiros tempos foram fundamentais, na construção da minha identidade docente, acrescentando à minha pessoa ferramentas essenciais para aprender a ser a professora que sou hoje. (Lima, 2011)